CHAMADA DOSSIÊ: Educação ao longo da vida

2022-10-13

O envelhecimento é parte integrante da condição humana, mas, mesmo assim, existe muito desconhecimento e preconceito sobre este fenômeno, provavelmente porque está associado ao declínio e à morte, ideias mal toleradas pelo ser humano. O aumento da esperança de vida e a melhoria das condições físicas dos idosos são uma decorrência dos avanços sociais, científicos e tecnológicos ocorridos no século XX. Nas últimas décadas, avanços conceituais e metodológicos consideráveis favoreceram a compreensão da velhice. Porém, a complexidade das mudanças socioeconômicas, tecnológicas e culturais desafiam a educação à leitura de um mundo gestante de um novo fenômeno: a diversidade dos modos de viver a velhice. Tal cenário nos convida a pensar em uma Educação ao Longo da Vida.

A expressão ‘Educação ao longo da vida’ é utilizada para designar uma perspectiva educacional na qual diferentes saberes são considerados importantes para a humanização. Para a construção de uma sociedade melhor e boa para pessoas de todas as idades, são indicados quatro pilares: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a ser; e aprender a viver juntos (Delors, 1998).

Dentre tantas questões que interrogam o momento atual, colocamos: O que trazem as pesquisas atuais sobre a temática? O tema vem sendo tratado na Educação Básica? Que formação de professores buscamos frente ao envelhecimento populacional? Em que a presença de pessoas idosas indaga a Educação de Jovens e Adultos (EJA)? Quais as representações de velhice correntes na sociedade?

Este dossiê debruça-se sobre a temática ‘Educação ao longo da vida” e se desdobra em subtemas: 1) Estudos epistemológicos, metodológicos e pedagógicos com foco na velhice; 2) Envelhecimento como tema na Educação Básica. 3) Gerontologia e formação de professores; 4) Idosos na EJA; 5) Representações da velhice; 6) Envelhecimento e educação não formal; 7) Envelhecimento como tema no ensino superior; 8) Co-educação entre gerações.