PLANO NACIONAL DO LIVRO E LEITURA: diretrizes para uma educação emancipatória

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v24i1.7044

Palavras-chave:

Plano Nacional do Livro e da Leitura, Incentivo à leitura, Educação emancipatória

Resumo

O presente artigo tem como foco discutir o campo da educação a partir do Plano Nacional do Livro e Leitura - PNLL, como uma política emancipatória de incentivo à leitura. A discussão apresentada neste estudo crítico-reflexivo busca apresentar o plano como uma ferramenta capaz de tornar o Brasil uma sociedade leitora, na qual o exercício da prática de leitura forme sujeitos críticos e emancipados. Para auxiliar no diálogo documental e bibliográfico, contamos com as lentes teóricas de Roger Chartier (1999), Viñao Frago (2002) e Paulo Freire (1989). O texto busca instigar sobre a importância do ato de ler e o impacto das políticas públicas para o fomento à leitura. Argumentamos, ao longo do artigo que, tanto a educação quanto a cultura devem ser prioridades nas políticas de governos que prezam pela formação integral do sujeito. Concluímos que, mesmo o plano possuindo a potencialidade de se tornar uma política para a educação emancipatória, ela vem sofrendo reiterados ataques pelo atual governo ocasionando o desmantelamento da cultura e retrocessos na educação do país.

Biografia do Autor

José Augusto da Silva Neto, UDESC

Doutor em Educação pela Universidade do Estado de Santa Catarina.

Marina Moreira, UDESC

Doutoranda em Educação pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, bolsista de Demanda Social CAPES.

Gisela Eggert-Steindel, UDESC

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo e professora aposentada no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC.

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Publicado

2022-11-12

Edição

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