O USO DA METODOLOGIA STEAM EM SALA DE AULA NA DIMENSÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CURRÍCULO: reflexões iniciais

Autores

  • Christyan Lemos Bergamaschi Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo; Serviço Social da Indústria
  • Mariana A. C. Lima Gonçalves Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo; Secretaria Municipal de Educação de Vitória
  • Carlos Roberto Pires Campos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo
  • Marize Lyra Silva Passos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v24i1.7168

Palavras-chave:

Metodologia ativa, Educação socioambiental, STEM, Interdisciplinaridade, Desaparecimento das abelhas

Resumo

A educação na sociedade contemporânea se apresenta com inúmeros desafios, intensificados durante a pandemia do COVID-19, com a inserção emergencial das tecnologias digitais. É neste contexto que este estudo analisa a proposta do uso da metodologia STEAM (acrônimo em inglês para as disciplinas Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) vinculado ao design thinking, de modo contextualizado, ao contemplar a dimensão da educação ambiental no currículo, propondo-se a responder: como a aplicação do STEAM vinculado ao design thinking pode contribuir para a abordagem interdisciplinar na sala de aula a partir de um tema socioambiental? As atividades desta pesquisa foram realizadas em cinco fases, com duas turmas dos sétimos anos do Ensino Fundamental e uma turma do doutorado em Educação em Ciências e Matemática, a partir de um problema socioambiental: o desaparecimento das abelhas no mundo. Para análise dos dados, utilizou-se a análise textual discursiva, que permitiu reconhecer o STEAM e o design thinking como processos que ampliam o interesse e a participação dos envolvidos, conduzindo-os para a discussão do problema, identificando caminhos possíveis. Também foram reveladas as fragilidades do currículo fragmentado da educação básica, o qual se distancia de um princípio básico da educação ambiental: a concepção da totalidade. Desse modo, a pesquisa problematiza a formação dos sujeitos no coletivo para uma transformação cultural no ambiente escolar e na sociedade contemporânea.

Biografia do Autor

Christyan Lemos Bergamaschi, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo; Serviço Social da Indústria

Doutorando em Educação em Ciências e Matemática pelo Instituto Federal do Espírito Santo. Mestre em Biologia Animal, bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Mariana A. C. Lima Gonçalves, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo; Secretaria Municipal de Educação de Vitória

Doutoranda em Educação em Ciências e Matemática e mestra em Ensino de Humanidades pelo Instituto Federal do Espírito Santo. Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Carlos Roberto Pires Campos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo

Pós-Doutor em Educação, Ciência e Tecnologia, doutor em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Mestre em Arqueologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Tecnologia do IFES.

Marize Lyra Silva Passos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo

Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em Ciências da Educação pela Universidad del Norte. Mestra em Informática pela Universidade Federal do Espírito Santo. Graduação em Engenharia de Petróleo e Administração pela Universidade de Vila Velha.

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Publicado

2022-12-19

Edição

Seção

Artigos Demanda Contínua