Ser caboclo no oeste catarinense

Representações de professores dos anos iniciais do ensino fundamental

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22562/2022.56.08

Palavras-chave:

Caboclo, Escola , Representações

Resumo

Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa com docentes dos anos iniciais de uma escola da Rede Municipal de Ensino de Chapecó, localizada no Oeste de Santa Catarina – Brasil, que objetivou compreender que representações os professores estabelecem acerca do “ser caboclo” e que abordagens fazem sobre essa cultura em sala de aula. Um estudo de cunho qualitativo, em que se fez uso de entrevistas semiestruturadas e da Análise Textual Discursiva. Tendo como aporte teórico as lentes de Pierre Bourdieu (1996, 2002, 2013) para pensar as representações, a investigação permitiu inferir a permanência de visões hegemônicas no ambiente escolar, acarretando a exclusão de alguns grupos sociais que já foram colocados à margem pela “história oficial”, como o caboclo. Com novos estudos a respeito desses grupos, ficam postos à escola e à sociedade em geral a necessidade de repensar a forma de historicizar a presença deles na história da região em estudo. 

Biografia do Autor

Maria de Souza, Universidade Comunitária da Região de Chapecó

Mestre em Educação pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó). Professora de Arte na Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina, Brasil

Luci dos Santos Bernardi, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI/FW

Doutora em Educação Científica e Tecnológica e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI/FW), Brasil.

Jorge Alejandro Santos, Universidad Nacional de Hurlingham (UnaHur).

Doutor em Filosofia pela Universidade de Buenos Aires (UBA). Professor pesquisador do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet) e da Universidad Nacional de Hurlingham (UnaHur), Argentina.

Publicado

2022-06-06