COMPROMETIMENTO DE CARREIRA E JUSTIÇA DISTRIBUTIVA INFLUENCIAM A SATISFAÇÃO NO TRABALHO?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22277/rgo.v16i1.7099

Palavras-chave:

Comprometimento de Carreira, Justiça Distributiva, Satisfação no Trabalho, Cooperativa de Crédito

Resumo

Objetivo: Analisar a relação entre Comprometimento de Carreira, Justiça Distributiva e Satisfação no Trabalho em uma Cooperativa de Crédito.

Método/abordagem: A pesquisa caracteriza-se como descritiva com abordagem quantitativa, a partir de um estudo survey com questionário aplicado a 180 respondentes de 30 agências de uma Cooperativa de Crédito. Foram geradas cinco hipóteses na pesquisa.

Principais Resultados: Os resultados apontam que a dimensão afetiva apresenta maior significância com a satisfação no trabalho, representando o vínculo que os funcionários têm com a organização.  Os funcionários reconhecem que, embora o ambiente de trabalho apresente momentos de stress e pressões, a remuneração é justa e gera satisfação, se comparada ao esforço despendido na cooperativa. O comprometimento de carreira está relacionado direta e positivamente com a justiça distributiva. Quando os profissionais percebem que a organização distribui de forma justa os resultados, tendem a permanecer, sinalizando, assim, que a remuneração percebida está de acordo com sua dedicação à organização.

Contribuições teóricas/práticas/sociais: Esta pesquisa contribui para a percepção de justiça organizacional como potencializadora do comprometimento de carreira e da satisfação no trabalho, pois fornecerá insights aos gestores de pessoas em decisões sobre o acompanhamento e a potencialização do comprometimento de carreira, na perspectiva de que os empregados são parceiros na conquista dos objetivos organizacionais.

Originalidade/relevância: A originalidade consta na abordagem dos constructos (Comprometimento de Carreira, Justiça Distributiva e Satisfação no Trabalho), em um contexto amplo de uma instituição de crédito, a qual tem se consolidado e foi premiada como uma das melhores para se trabalhar.

Biografia do Autor

Lediani Mohr, Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC)

Mestre em Administração (UNOESC)

Docente do Curso de Ciências Contábeis - Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC)

Orcid: https://orcid.org/0000-0002-4403-8436

Ieda Margarete Oro, Unoesc

Professora do PPG Administração da Unoesc

Coordenadora da Divisão de Contabilidade Anpad

Editora adjunta da Revista Catarinense da Ciência Contábil

Sayonara De Fátima Teston, Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc)

Docente do PPG em Administração - Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc)

Referências

Abreu, M. C. S, Cunha M. C., & Soares. F. A. (2010). Componentes do comprometimento organizacional: uma avaliação empírica na Petrobras/Lubnor. Anais do Encontro de Estudos Organizacionais da ANAPAD, Florianópolis, 6.

Akram, T., Lei, S., Haider, M. J., Hussain, S. T., & Puig, L. C. M. (2017). The effect of organizational justice on knowledge sharing: Empirical evidence from the Chinese telecommunications sector. Journal of Innovation & Knowledge, 2(3),134-145. http://dx.doi.org/10.1016/j.jik.2016.09.002

Allen, N. J., & Meyer, J. P. (1990). The measurement and antecedents of affective, continuance and normative commitment to the organization. Journal of Occupational Psychology, 63, 1-18. https://doi.org/10.1111/j.2044-8325.1990.tb00506.x

Beuren, I. M., Santos, V. D., Marques, L., & Resendes, M. (2017). Relação entre percepção de justiça organizacional e satisfação no trabalho. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, 11, 69-86. https://doi.org/10.17524/repec.v11i0.1721

Campana, A. N., Tavares, M. C., & Silva, D. (2009). Modelagem de equações estruturais: apresentação de uma abordagem estatística multivariada para pesquisas em educação física. Motricidade, 5(4), 59-80.

Campbell, A., Converse, P. E., & Rodgers, W. L. (1976). The quality of American life: Perceptions, evaluations, and satisfactions. New York: Russell Sage Foundation.

Carson. K., & Bedeian, A. (1994). Carrer commitment: construction of a measure and examination of its psychometric properties. Journal of Vocational Behavior,44, 237- 262. https://doi.org/10.1006/jvbe.1994.1017

Chen S., Xue Y., Chen H., Ling H., Wu J., & Gu X. (2021). Making a commitment to your future: investigating the effect of career exploration and career decision-making self-efficacy on the relationship between career concern and career commitment. Sustainability, 13(22), 12816. https://doi.org/10.3390/su132212816

Choi, S. (2011). Organizational justice and employee work attitudes: The federal case. The American Review of Public Administration, 41(2), 185-204. doi: 10.1177/0275074010373275.

Campana, A. N., Tavares, M. C., & Silva, D. (2009). Modelagem de equações estruturais: apresentação de uma abordagem estatística multivariada para pesquisas em educação física. Motricidade, 5(4), 59 80.

Chou, T.-Y., Chou, S-C., Jiang, J. J., & Klein, G. (2013). The organizational citizenship behavior of IS personnel: does organizational justice matter? Information & Management, 50(2-3), 105-111. https://doi.org/10.1016/j.im.2013.02.002

Cohen, J. (1988). Statistical power analysis for the behavioral sciences (2nd ed.). New York: Psychology Press.

Cohen-Charash, Y., & Spector, P. E. (2001). The role of justice in organizations: a meta analysis. Organizational Behavior and Human Decision Processes, 86(2), 278-321. https://doi.org/10.1006/obhd.2001.2958

Colquitt, J. A. (2001). On the dimensionality of organizational justice: a construct validation of a measure. Journal of Applied Psychology, 86(3), 386-400. https://doi.org/10.1037/0021-9010.86.3.386

Colquitt, J. A., Conlon, D. E., Wesson, M. J., Porter, C. O. L. H., & Ng, K. Y. (2001). Justice at the Millennium: a meta-analytic review of 25 years of organizational justice research. Journal of Applied Psychology, 86(3), 425-445. https://doi.org/10.1037/0021-9010.86.3.425

Dal Vesco, D. G., Beuren, I. M., & Popik, F. (2016). Percepção de justiça na avaliação na avaliação de desempenho e satisfação do trabalho. Enfoque Reflexão Contábil, 35(3), 121-138. https://doi.org/10.4025/enfoque.v35i3.28333

DeConinck, J. B., & Stilwell, C. D. (2004). Incorporating organizational justice, role states, pay satisfaction and supervisor satisfaction in a model of turnover intentions. Journal of Business Research, 57(3), 225-231. http://dx.doi.org/10.1016/S0148-2963(02)00289-8

Demo, G., Martins, P. R. & Roure, P. (2013). Políticas de gestão de pessoas, comprometimento organizacional e satisfação no trabalho na Livraria Cultura. Revista Alcance, 20(2), 237-254. doi: 10.1177/0275074010373275.

Duffy, R. D., Dik, B. J., & Steger, M. F. (2011). Calling and work-related outcomes: Career commitment as a mediator. Journal of Vocational Behavior, 78(2), 210–218. https://doi.org/10.1016/j.jvb.2010.09.013

Ferreira, J. A., Fernandes, R., Haase, R. F., & Santos, E. R. (2009). Minnesota satisfaction questionnaire – short form: estudo de adaptação e validação para a população portuguesa. Psychologica, (51), 251-281. https://doi.org/10.14195/1647-8606_51_15

Finney, S., & DiStefano, C. (2013). Nonnormal and categorical data in structural equation modeling. In G. Hancock & R. Mueller (Eds.), Structural Equation Modeling: a second course (2nd ed., pp. 439–492). Charlotte: Information Age Publisching.

Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B. J. Anderson, R. E., Tatham, R. L. (2009). Análise multivariada de dados. Porto Alegre: Bookman.

Hair, J. F., Sarstedt, M., Ringle, C. M., & Mena, J. A. (2012). An assessment of the use of partial least squares structural equation modeling in marketing research. Journal of the Academy of Marketing Science, 40(3), 414-433. http://dx.doi.org/10.1007/s11747-011-0261-6

Priebe, A. C., Kremer, J. T., Gomes, J. K. O., & Vesco, D. G. D. (2020). Percepção de justiça organizacional na remuneração: uma investigação em uma Universidade Federal Brasileira. Revista Mineira de Contabilidade, 21(2), 45-58. https://doi.org/10.51320/rmc.v21i2.1082

Kim, S. J., Song, M., Hwang, E., Roh, T., & Song, J. H. (2021). The mediating effect of individual regulatory focus in the relationship between career commitment and job satisfaction. European Journal of Training and Development, 45(2/30), 166-180. https://doi.org/10.1108/EJTD-02-2020-0030

Klendauer, R., & Deller, J. (2009). Organizational justice and managerial commitment in corporate mergers. Journal of Managerial Psychology, 24(1), 29-45. https://doi.org/10.1108/02683940910922528

Kline. (2015). Principles and practices of structural equation modelling. In Methodology in the social sciences (4th ed.). New York: The Guilford Press.

Medeiros, C. A. F., Albuquerque, L. G., Marques, G. M., & Siqueira, M. (2005). Um estudo exploratório dos múltiplos componentes do comprometimento organizacional. REAd. Revista Eletrônica de Administração, 11(1), 1-22.

Meyer, J. P., & Allen, N. J. (1991). A three-component conceptualization of organizational commitment. Human Resource Management Review, 1, 61-89. https://doi.org/10.1016/1053-4822(91)90011-Z

Meyer, J. P., Allen, N. J., & Smith, C. A. (1993). Commitment to organizations and occupations: extension and test of a three-component conceptualization. Journal of Applied Psychology, 78(4), 538-551. https://doi.org/10.1037/0021-9010.78.4.538

Nascimento, J. C H., & Macedo, M. A. S. (2016). Modelagem de equações estruturais com mínimos quadrados parciais: um exemplo da aplicação do SmartPLS® em Pesquisas em Contabilidade. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, 10 (3), 289-313. https://doi.org/10.17524/repec.v10i3.1376

Odelius, C. C., & Santos, A. R. (2008). Percepção de justiça organizacional de sistemas de remuneração em organizações públicas. Revista Alcance, 15. https://doi.org/10.14210/alcance.v15n2.p226-242

Ouyang, Z., Sang, J., Li, P., & Peng, J. (2014). Organizational justice and job insecurity as mediators of the effect of emotional intelligence on job satisfaction: A study from China. Personality and Individual Differences, 76, 147-152. http://dx.doi.org/10.1016/j.paid.2014.12.004

Pinto, V. R. R., & Mariano, S. (2011). Satisfação no trabalho dos gestores escolares. Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 5(2), 110-125. http://dx.doi.org/10.12712/rpca.v5i2.24

Prestes, L., Mendonça, H., & Ferreira, M. C. (2013). Por que a percepção de justiça organizacional torna os trabalhadores mais comprometidos? Fragmentos de cultura, 23(3), 319-333. http://dx.doi.org/10.18224/frag.v23i3.2953

Rego, A. (2001). Percepções de justiça: estudos de dimensionalização com professores do ensino superior. Psic.: Teor. e Pesq., 17(2), 119-131. https://doi.org/10.1590/S0102-37722001000200004

Rego, A. (2002). Comprometimento afectivo dos membros organizacionais: o papel das percepções de justiça. Revista de Administração Contemporânea, 6(2), 209-241. https://doi.org/10.1590/S1415-65552002000200012

Rego, A., & Souto, S. (2004). A percepção de justiça como antecedente do comprometimento organizacional: um estudo luso-brasileiro. Administração Contemporânea, 8(1), 151-171. https://doi.org/10.1590/S1415-65552004000100008

Ribeiro, J. A., & Bastos, A. V. B. (2010). Comprometimento e justiça organizacional: um estudo de suas relações com recompensas assimétricas. Psicologia, Ciência e Profissão, 30(1), 4-21. https://doi.org/10.1590/S1414-98932010000100002

Ringle, C. M., Silva, D., & Bido, D. (2014). Modelagem de Equações Estruturais com Utilização do SmartPLS. ReMark – Revista Brasileira de Marketing, 13(2), 56-73.

Rodrigues, J. M. (2006). Remuneração e competências: retórica ou realidade? Revista de Administração de Empresas, 46, 23-34. https://doi.org/10.1590/S0034-75902006000500002

Silva, M. S., Ensslin, S. R., & Mendes, A. C. A. (2021). Performance appraisal from the perspective of organizational justice: review and research agenda. Contabilidade, Gestão e Governança, 24(3), 370-388. http://dx.doi.org/10.51341/1984-3925_2021v24n3a7

Sousa, I. M., & Mendonça, H. (2009). Justiça organizacional, prazer e sofrimento no trabalho: análise de um modelo mediacional. Revista de Administração Mackenzie, 10(4), 57-74. https://doi.org/10.1590/S1678-69712009000400004

Vinzi, V. E., Trinchera, L., & Amato, S. (2010). PLS Path Modeling: From Foundations to Recent Developments and Open Issues for Model Assessment and Improvement. In: Handbook of Parcial Least Squares: concepts, methods and applications (p. 47-82). http://dx.doi.org/10.1007/978-3-540-32827-8_3

Weiss, D. J., Dawis, R.V. England, G. W., & Lofquist, L. H. (1967). Manual for the Minnesota Satisfaction Questionnaire (v. 22) (Minnesota Studies in Vocational Rehabilitation). Minneapolis: University of Minnesota, Industrial Relations Center.

Weymer, A. S. Q., Maciel, C. O., & Castor, B. V. J. (2014). A influência da qualificação e da aprendizagem sobre a satisfação do indivíduo no trabalho. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 16(50), 96-109. 10.7819/rbgn.v16¡50.1639

Zhang, J., Wu, Q., Miao, D., Yan, X., & Peng, J. (2013). The impact of core self-evaluations on job satisfaction: The mediator role of career commitment. Social Indicators Research, 116(3), 809–822. https://doi.org/10.1007/s11205-013-0328-5.

Publicado

2023-01-05

Edição

Seção

Artigos