Escola de Urbanismo Ecológico na alfabetização para o discurso e a prática de planejamento e gestão em Curitiba: na reza da cartilha, quem vem antes, lição ou aprendizado ?

Autores

  • Alexandre Maurício Matiello

Palavras-chave:

Evidenciação. Demonstração do Valor Adicionado. Criação e distribuição da riqueza.

Resumo

Através do estudo da experiência em planejamento e gestão de áreas verdes públicas em Curitiba (PR), revelou-se significante o papel que seus numerosos parques e bosques vêm desempenhando na afirmação da imagem de Curitiba como "cidade ecológica". Sob este título, na mídia e no discurso da própria municipalidade, difunde-se um modelo a ser seguido. Contudo, que base têm as teorias que fundamentam esse propagandeado modelo? A resposta "parece" encontrar-se no documento "Memória da Curitiba Urbana", em seu oitavo volume. Esta série editada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), na década de 90, apresenta neste texto oito postulados da "Escola de Urbanismo Ecológico", que se colocam como norteadores da prática de seus policy-makers desde a década de 70. Contudo, por que tanto tempo demorou a se veicular esta cartilha? Que canal os técnicos encontravam para usar de uma linguagem única em seu discurso e ações antes do surgimento desta publicação? Como foram escrito os postulados? Através de uma análise documental e entrevista com agentes-chaves reflete-se neste trabalho como a prática curitibana de planejamento escreve/reescreve seus "pressupostos" teóricos com base na experimentação e como, no caso de sues parques e bosque, um paradigma inovador pode realmente ser validado.

Publicado

2014-07-31

Edição

Seção

Artigos