Entre símbolos e relatos: a memória dos integrantes do Assentamento Conquista na Fronteira, de Dionísio Cerqueira-SC

Autores

  • João Carlos Tedesco Universidade de Passo Fundo
  • Kassiane Schwingel Universidade de Passo Fundo

Palavras-chave:

documentário, etnia, oeste catarinense, narrativas, discurso.

Resumo

Este artigo busca analisar a memória coletiva que se constituiu no Assentamento Conquista na Fronteira, principalmente em relação aos acampamentos pelos quais seus integrantes passaram. Tal Assentamento foi constituído em 1988, sendo formado por 35 famílias oriundas do Movimento dos Sem Terra e 25 famílias do município de Dionísio Cerqueira, local onde está o Assentamento. Embora dois grupos distintos tenham o formado, o que marca sua memória é a passagem pelos acampamentos. O texto baseia-se nos relatos dos interlocutores para compreender o que motivou a ida aos acampamentos, como eram as vivências nos acampamentos, como o Assentamento Conquista na Fronteira se constituiu e como vem funcionando. A partir desta compreensão, é realizada análise de algumas ideias e conceitos de Gramsci e Thompson, como consciência de classe, e também uma análise em relação ao poder simbólico, debatido por Bourdieu. É possível perceber que a vivência no acampamento foi decisiva para a formação de uma consciência coletiva, assim como se  pode perceber a importância dos símbolos para o fortalecimento desta memória do grupo.

Biografia do Autor

João Carlos Tedesco, Universidade de Passo Fundo

Professor do Mestrado e Doutorado em História da Universidade de Passo Fundo.

Kassiane Schwingel, Universidade de Passo Fundo

Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo.

Publicado

2015-07-28