Fábricas de doces coloniais de Pelotas (RS): entender o espaço para preservar seu patrimônio

Autores

  • Roberta Mecking Arante Santos
  • Margarete Regina Freitas Gonçalves

Resumo

Este artigo é oriundo de uma proposta de dissertação que procura analisar tipologicamente os espaços de produção do doce na zona rural de Pelotas, RS. No presente trabalho pretende-se, a partir de uma abordagem teórica, debater mais especificamente a questão das fábricas de doces pelotenses. Parte-se de um breve relato a respeito da luta do patrimônio industrial, especialmente o rural, para ser reconhecido
e de que maneira busca hoje sua aceitação. Deseja-se demonstrar o valor cultural desses lugares, a relação que as unidades fabris podem ter com a paisagem e com a própria população e a contribuição da arquitetura, aqui representada pelos edifícios que abrigam a produção doceira. Visa-se, também, fomentar trabalhos análogos para outros ramos
do estudo acerca dos espaços de produção. Para tal, utiliza-se bibliografia que trata tanto do patrimônio industrial quanto do patrimônio rural. O autor Milton Santos é a base bibliográfica para a compreensão do conceito de “espaço” e a relação deste com o contexto analisado. As análises resultantes apontam para a importância da preservação destes testemunhos materiais, e consequentemente, para a necessidade em se
repensar esses edifícios e seus usos para dar nova vida àqueles que hoje se encontram desativados. Produz-se instrumento capaz de elucidar a pertinência do estudo dos espaços de produção do doce, o patrimônio material, para que se possa ampliar o conhecimento a respeito do já reconhecido patrimônio imaterial, o saber acerca do doce pelotense.