Ser quilombola

conceitos e memórias na trajetória da comunidade negra da Caçandoca, Ubatuba, Estado de São Paulo

Autores

  • Clayton Galdino Universidade do Vale do Paraíba
  • Maria Aparecida Papali Universidade do Vale do Paraíba
  • Pedro Ribeiro-Moreira Universidade do Vale do Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.22562/2020.53.09

Palavras-chave:

Quilombos , Autorreconhecimento , Caçandoca

Resumo

O presente artigo objetiva apresentar, à luz de revisão bibliográfica, consulta documental e entrevistas, um panorama dos conceitos que permeiam as lutas de comunidades negras, de modo fugaz em contextos sulamericanos e brasileiros e com mais vagar em comunidade quilombola em Ubatuba, SP. Transcorre sobre estratégias de consolidação do termo quilombola sob a égide da Constituição Federal de 1988, sobre memórias ancestrais de africanidades, ações de invisibilidade e o tráfico negreiro nesta porção da costa litorânea paulista. Tais cenários estão presentes na consolidação da comunidade negra do Quilombo da Caçandoca, cuja coesão em torno do ideal da garantia de seu território foi proporcionada como resistência a ação de desapropriação decorrente de empresa urbanizadora.

Biografia do Autor

Clayton Galdino, Universidade do Vale do Paraíba

Graduado em Turismo pelo Centro Universitário Módulo. Especialista em preservação e restauro do patrimônio arquitetônico e urbanístico pela Pontifícia Universidade Católica de Santos. Mestre em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, cursa doutorado em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP).

Maria Aparecida Papali, Universidade do Vale do Paraíba

Possui graduação em História pela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), concluiu Mestrado em História do Brasil na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), em 1996, e o Doutorado em História Social também na PUC em 2001. Atualmente, é professora doutora da Universidade do Vale do Paraíba, atuando na Graduação (Curso de História e Geografia) e na Pós-Graduação, como docente permanente do Mestrado em Planejamento Urbano e Regional, na Linha de Pesquisa “Sociedade, Espaço e Cultura”. É coordenadora do Núcleo de Pesquisa “Pró-Memória São José dos Campos”, do Laboratório de Pesquisa e Documentação Histórica/ IP&D/UNIVAP e do Centro de História e Memória (CEHVAP) da UNIVAP.

Pedro Ribeiro-Moreira, Universidade do Vale do Paraíba

Arquiteto e urbanista pela FAU “Elmano Ferreira Veloso” - São José dos Campos (1970-1974) com especialização em Urbanismo - Centre de Recherche d’Urbanisme-CRU (Paris 1978); mestrado em “Analyse Régionale et Aménagement de l’Espace - Institut d’Etudes du Developpement Economique et Social - Université Paris I” (1980), doutorado em “Géographie Humaine et Organisation de l’Espace - Institut de Geógraphie Université Paris I - Panthéon-Sorbonne” (1982) e História Social - Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas FFLCH - Universidade de São Paulo-USP (2002). Atua também em Fotografia, Vídeo e Artes Plásticas, com interesse em temas sócio-culturais. É produtor cultural e docente do Programa de Pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento BID / Mecanismo Independente de Consulta e Investigação MICI.

Publicado

2020-12-18