Construindo caminhos e chegando ao fim da linha?

Trabalho e trabalhadores da Transamazônica

Autores

  • Magno Michell Marçal Braga Instituto Federal de Alagoas

DOI:

https://doi.org/10.22562/2021.55.06

Palavras-chave:

Trabalho, Trabalhadores, Transamazônica

Resumo

A rodovia Transamazônica nasceu filiada ao Programa de Integração Nacional (PIN) no auge da ditadura civil-militar em 1970 e teve a incorporação do território amazônico à lógica do capital nacional como pano de fundo da estratégia do Estado, que contava com o Nordeste como área de repulsão de um exército de mão de obra, além de grandes empresários interessados no megaempreendimento de construção civil e nos grandes projetos agropecuários com financiamentos subsidiados. A execução do projeto exigiu a migração de milhares de trabalhadores contratados de maneira direta ou indireta por grandes empreiteiras nacionais ou por intermediários e submetidos a diversos tipos de abusos e desrespeito às leis trabalhistas em vigor no momento. A obra, apesar da subnotificação de casos, fez disparar o número de acidentes de trabalho comunicados às autoridades, além de resultar em um boom de ações trabalhistas movidas por trabalhadores contra as empreiteiras envolvidas no projeto. Chamados a “construir o Brasil Grande”, muitos desses trabalhadores que construíram caminhos e acabaram encontrando o fim da linha de suas próprias trajetórias.

Biografia do Autor

Magno Michell Marçal Braga, Instituto Federal de Alagoas

Licenciado em História (UFPE). Mestre em História do Norte-Nordeste (UFPE). Doutor em História (Universidade de Coimbra). Membro do Centro de Estudos interdisciplinares do século XX da Universidade de Coimbra. Professor do Instituto Federal de Alagoas – IFAL.

Publicado

2021-12-03