Registros etnográficos de Antonio Selistre de Campos: a defesa da Terra Indígena Xapecó - Xanxerê/SC

Autores

  • Ninarosa Mozzato da Silva Manfroi

Resumo

O encontro interétnico entre o juiz Antonio Selistre de Campos
(1881-1957) e os Kaingáng do oeste catarinense data de 1931. A
defesa da própria terra foi o motivo que os aproximou, motivando
o juiz a assumir a causa, ampliando também sua atenção para a
educação e saúde indígenas. Ao longo do tempo que permaneceu
na Comarca de Chapecó/SC (1931-1947), Selistre de Campos registrou
sua defesa aos Kaingáng por meio de cartas e telegramas
às autoridades locais, regionais e federais, e também aos diretores
e inspetores do Serviço de Proteção aos Índios/SPI, mas, principalmente,
tornando-a pública, por meio de artigos publicados no jornal
A Voz de Chapecó. A metodologia utilizada na apresentação
deste paper foi da etno-história, tendo por base fontes escritas e
orais, que revelam a descrição deste encontro e suas consequências
sobre o tema ao qual Selistre de Campos mais se ocupou: a defesa
da Terra Indígena Xapecó/SC, localizada, aproximadamente, a
30 Km da cidade de Xanxerê/SC.

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