A construção da estátua “o Desbravador”: materialidade ideológica

Autores

  • Anderson José Guisolphi Unochapecó

Palavras-chave:

dinâmica de população, riqueza, dominância, reservatório, biomassa

Resumo

Analisa-se na presente pesquisa a estátua antropomorfa em bronze denominada “O Desbravador”, com 14m de alturai e 5,70m de largura, em Chapecó-SC, apresentando para ela uma nova interpretação. Embora a estátua O Desbravador não represente a figura de uma pessoa específica, ela está permeada do imaginário do Lions Clube, grupo social que a idealizou, visando a incutir nos cidadãos de Chapecó uma visão particular do processo de colonização da área, do qual foram claramente apagados os segmentos por ele considerados como pouco virtuosos, ainda que ao preço da distorção da sua história. A metodologia aqui empregada para a análise da estátua O Desbravador e seu contexto é perpassada pela concepção de que a arqueologia histórica é, de fato, a arqueologia do capitalismo, apontando de que forma, no século XX, as nações centrais lançaram no mundo periférico as sementes do processo de globalização neoliberal. Não no sentido de legitimar o fenômeno da globalização, apresentado como inevitável, irreversível. Mas questionando o uso do passado, explanado no âmbito dos sistemas mundiais, para justificar e consolidar a hegemonia norte-americana sobre o mundo.

Publicado

2022-05-30