Entre guerras e embriaguez
as práticas de beber no Brasil Holandês (1624-1654)
DOI:
https://doi.org/10.22562/2026.64.17Palavras-chave:
Bebidas, Brasil Holandês, EmbriaguezResumo
O presente artigo investiga a dinâmica dos licores alcoólicos durante a dominação neerlandesa na América Portuguesa (1624–1654), que aborda as práticas de consumo, sociabilidades e mecanismos de controle durante a experiência de ocupação. A partir de uma ampla documentação composta por relatos de soldados, cronistas, relatórios administrativos, panfletos e correspondência, o estudo demonstra que o álcool ocupou um lugar significativo no cotidiano militar e urbano do Brasil Holandês. As percepções em torno da embriaguez afetaram as relações sociais entre as populações daquele período. A presença de vinhos, aguardentes e destilados aparece como recurso logístico para ocupações, como fator de desordem, motins e indisciplina. Ademais, são contextualizadas a expansão ultramarina holandesa realizada pela Companhia das Índias Ocidentais (WIC) e a economia açucareira com às práticas do beber. Assim, a análise realizada, integrada às fontes históricas permite compreender tanto a dinâmica da ocupação quanto os mecanismos de construção de narrativas sobre o Brasil Holandês.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Estou ciente de que, em sendo aprovado, a publicação do artigo será no formato on-line no Portal de Periódicos da Unochapecó.
Os autores detém os direitos autorais sem restrições, devendo informar, em nota, a publicação inicial nesta revista, em caso de nova publicação de algum trabalho.










