Concentração e desconcentração fundiária no município de Machado

história agrária e cafeicultura (MG, 1855-1960)

Autores

  • Isaac Cassemiro Ribeiro Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas

DOI:

https://doi.org/10.22562/2026.64.03

Palavras-chave:

Latifúndios, Fragmentação fundiária, Crises econômicas

Resumo

Este artigo analisa a história agrária e a evolução do cultivo do café no município de Machado, no sudoeste de Minas Gerais, entre 1855 e 1960. Inicialmente estabelecida como um centro de comércio de gado voltado para o abastecimento doméstico, a região utilizou o capital gerado por essa atividade para financiar a transição para o cultivo do café. A expansão do cultivo do café ocorreu significativamente após a década de 1860, impulsionada pelo aumento da demanda internacional e pela chegada das ferrovias. O estudo mostra que, embora a produção fosse inicialmente modesta em comparação com regiões pioneiras, ela se concentrava em grandes propriedades. A análise da estrutura fundiária revela dinâmicas de concentração e desconcentração. Após as crises que abalaram a economia cafeeira mundial, combinadas com a situação econômica nacional, a concentração fundiária começou a mudar. Na virada do século, ocorreu a primeira grande recessão. No entanto, a crise de 1929, que para a cafeicultura se estendeu até o fim da Segunda Guerra Mundial, foi um marco decisivo na fragmentação fundiária. Com a retomada do crescimento econômico após a Segunda Guerra Mundial, houve um retorno à tendência de concentração. No entanto, uma nova crise dos preços do café no final da década de 1950 mudou esse quadro novamente. Neste artigo, apresento uma interpretação dessas variações com base na leitura da história agrária local.

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Biografia do Autor

Isaac Cassemiro Ribeiro, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas

Doutor em História pela UFMG. Professor no IFSULDEMINAS, campus Machado. 

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Publicado

2026-06-16