BIOFERTILIZANTE DE ESTERCO BOVINO NA INDUÇÃO DE MECANISMOS DE DEFESA À MELOIDOGYNE INCOGNITA NA CULTURA DA SOJA

Autores

  • Jessica Brasau da Silva
  • Juliana Santos Batista Oliveira
  • Camila Jorge B. Ferreira
  • Antônio Jussiê Da Silva Solino
  • Kátia R. F. Schwan-Estrada

DOI:

https://doi.org/10.24021/raac.v18i1.5346

Palavras-chave:

Glycine max, indução de resistência, nematoide.

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar o controle de Meloidogyne incognita e a ativação de mecanismos de defesa de plantas em função de diferentes métodos de aplicação de biofertilizante de esterco bovino (BIO). Para isto foi conduzido um experimento para avaliar a porcentagem de eclosão (PE) do nematoide com dois tratamentos, água e BIO, com dez repetições. Um segundo experimento foi conduzido em casa de vegetação em esquema fatorial 2 x 3 + 1 com seis repetições. O fator A (água e BIO) e fator B (aplicação via solo (S), pulverizado (PUL) e a combinação S + PUL), além da testemunha (sem inoculação do patógeno) como tratamento adicional. Foram avaliados o número de ovos (NO) e juvenis (NJ) de M. incognita na raiz, atividade específica de catalase (CAT), peroxidase (POX) e polifenoloxidase (PFO) no sistema radicular e parte aérea da cultura. A PE de M. incognita foi 65% inferior em solução com BIO, in vitro. In vivo, a aplicação de BIO reduziu o NO e NJ. Ao aplicar o BIO via S, observou-se incremento de até 1,8 vezes da CAT e 35 vezes da POX em folhas. A POX foi incrementada em até 1,7 vezes no sistema radicular. O biofertilizante bovino apresentou potencial no controle M. incognita.

Publicado

2021-03-05