ANÁLISE DA PRESENÇA DE RESÍDUOS DE AGROTÓXICOS NA ÁGUA DE ABASTECIMENTO PÚBLICO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ITAJAÍ-AÇÚ

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24021/raac.v23i1.8301

Palavras-chave:

Agroquímicos. , Padrão de potabilidade da água. , Redes de monitoramento da qualidade da água.

Resumo

O uso de agrotóxicos em cultivos agrícolas pode resultar em fontes de contaminação dos corpos hídricos. Este estudo avaliou a presença de resíduos de agrotóxicos na água de abastecimento público da bacia hidrográfica do Rio Itajaí-Açú, no período de 2018 e 2019. Realizou-se um estudo descritivo e exploratório com base nos dados de monitoramento fornecidos pelo Ministério Público de Santa Catarina. Constatou-se a presença de resíduos de agrotóxicos em 16 municípios, sendo que Rio do Sul e Imbuia foram as cidades com maior variedade de compostos detectados na água. O princípio ativo 2,4-D obteve o maior número de observações, a atrazina foi identificada em água oriunda de manancial subterrâneo, já o benomil e o metolacloro, destacaram-se por não estarem regulados no Brasil durante o período estudado. Devido ao potencial risco à saúde humana que os agrotóxicos representam, há necessidade de reavaliação do número de princípios ativos que estão compreendidos pela legislação e do Valor Máximo Permitido (VMP) para os resíduos de agrotóxicos presentes em águas de abastecimento público. Por fim, destaca-se que o tratamento de água convencional não é capaz de remover a diversidade de princípios ativos em uso, o que denota a importância de discutir e implementar novas alternativas.

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Publicado

2026-09-06

Edição

Seção

Sociedade, ambiente e sustentabilidade