Os Arara, seu território tradicional e a irrupção do “milagre econômico brasileiro” em Altamira

A Transamazônica atravessa o baixo e médio Xingu (1967-1987)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22562/2021.55.10

Palavras-chave:

Rodovia Transamazônica, Ditadura Militar , Índios Arara

Resumo

 O processo de atração do povo Arara pela FUNAI na região do município de Altamira, no Pará, a partir da década de 1970, deu-se em razão da necessidade de viabilizar a política de colonização ligada ao Plano de Integração Nacional (PIN) conduzida pelo INCRA durante a construção da rodovia Transamazônica (BR-230), em nome de uma noção de progresso que não contemplou os direitos dos povos tradicionais sobre seus territórios e seu modo de viver. O artigo elabora, tendo como fonte principal relatos orais de moradores da região, um histórico das ações que desencadearam transformações e conflitos territoriais, relatando o emprego de uma violência organizada contra os indígenas e a negação de seus direitos básicos para se alcançar fins de natureza econômica: a continuidade, o mais rápido possível, da abertura da rodovia que seria a porta para a exploração econômica da Amazônia.

Biografia do Autor

Felipe Matos, Scientia Consultoria Científica

Doutor em História Cultural pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Pesquisador da Scientia Consultoria Científica.

Carlos Eduardo Caldarelli, Scientia Consultoria Científica

Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais (CPDOC/FGV), Especialista (MBA) em Gestão e Tecnologia
Ambientais (POLI/USP), Especialista em Direito Ambiental (FADUSP/FSP USP), Bacharel em Ciências Sociais
e Direito (USP). Diretor da Scientia Consultoria Científica Ltda.

Publicado

2021-12-03