As ações sociais da Irmã Serafina Cinque na Transamazônica (1970-1979) e as aproximações teóricas de Paul Ricoeur sobre o sentido de esperança

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22562/2021.55.04

Palavras-chave:

Esperança, Existência humana, Ações Sociais

Resumo

Este estudo buscou identificar o sentido da esperança expressa nas ações sociais desenvolvidas pela Irmã Serafina Cinque na Transamazônica na década de 1970 a partir das aproximações teóricas sobre o sentido de esperança refletida à luz de Paul Ricoeur. Nos interessou investigar qual o sentido da esperança nas ações sociais voltadas às mulheres grávidas realizadas pela Irmã Serafina Cinque na Transamazônica, no Município de Altamira- PA e como esse trabalho se articula com as discussões teóricas ricoeuriana. Os caminhos metodológicos utilizados foi a pesquisa documental com abordagem qualitativa, fundamentado em Ricoeur nas obras “História e Verdade” (1968) e “o Conflito das interpretações” (1999); as fontes foram: acrósticos, poesias, literatura de cordel e Relatórios de Atividades (1970 - 1979) das ações de Irmã Serafina Cinque. Os resultados evidenciaram que o sentido da esperança para Ricoeur (1968; 1999) é um esperar, mas também um caminhar rumo à liberdade; a esperança como paciência de esperar, aguardar o livramento e a libertação chegar. E, para Irmã Serafina Cinque a esperança é uma espera de transformação social e de libertação.

Biografia do Autor

Léia Gonçalves de Freitas, Universidade Federal do Pará/Campus de Altamira

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Pará (UFPA, 2019) e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Pará, Campus Altamira, onde atua nas áreas de Estágio Supervisionado em ambientes escolares e não escolares e na área dos estudos da infância e na Educação Infantil. Coordena o Grupo de Estudo e Pesquisa Infâncias Amazônicas e Formação Docente (GEPIAFD). 

Irlanda do Socorro de Oliveira Miléo, Universidade Federal do Pará

Doutora em Educação: Currículo pela Pontifícia Universidade Católica - São Paulo (2013). É professora do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Pará/Campus Universitário de Altamira, onde atua nas áreas de Didática, Currículo, Avaliação e Estágio Supervisionado. Coordena o Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Currículo e Cultura (GEPECC).

Francilene de Aguiar Parente, Universidade Federal do Pará/Campus de Altamira

Doutora em Antropologia pela Universidade Federal do Pará. É docente do Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura (PPGEDUC/Campus Universitário de Cametá/UFPA) e Professora de Antropologia da Faculdade de Etnodiversidade da Universidade Federal do Pará (UFPA) – Campus Universitário de Altamira.

Publicado

2021-12-03