AS NARRATIVAS SOBRE SER CRIANÇA: do desencanto ao encantamento em experiência de acadêmico a pesquisador

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v22i0.6295

Palavras-chave:

Crianças. Educação Infantil. Processo Formativo. Narrativas (Auto) biográficas.

Resumo

O principal objetivo deste artigo é descrever e analisar o processo formativo de um pesquisador iniciante diante das narrativas das crianças da turma do infantil IV sobre ser criança. O lócus da pesquisa foi um Centro de Educação Infantil em um município da região norte do estado do Ceará. A abordagem teórico-metodológica qualitativa de ouvir as crianças está em consonância com os estudos realizados por pesquisadores, tais como Sarmento (2008); Cohn (2005); Costa e Astigarraga (2020), Passeggi (2014); entre outros. O procedimento metodológico principal foi utilização de um boneco representando um extraterrestre que visita a escola, inspirado em Lani-Bayle (2018); Conti e Passeggi (2014) e Furlanetto (2014), rodas de conversas coletivas, com pequenos grupos de crianças, gravadas e transcritas. Foi possível refletir sobre a infância vivida por elas, deixando evidente a necessidade de uma escuta sensível acerca do processo formativo tanto do pesquisador-iniciante quanto das crianças para que existam possibilidades de transformação, ou seja, de pesquisador desencantado para uma postura de pesquisador encantado.

Biografia do Autor

Antonio Morais da Costa, Universidade Estadual Vale do Acaraú

Graduado em Pedagogia – Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas (Auto)biográficas – GEPAS – E-mail: moraisfruticultura@gmail.com

Andrea Astigarraga, Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA

Pós-Doutora em Educação - Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas (Auto)biográficas – GEPAS - E-mail: andrea_astigarraga@uvanet.br

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Publicado

2021-06-29

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