MULHERES EM PROJETOS COLONIZADORES:

vozes silenciadas e corpos sujeitados

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v22i0.6359

Resumo

O artigo aborda elementos da reestruturação da Igreja Católica no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, dentro do cenário de restauração de princípios e valores em decadência no Velho Mundo, face à emergência de novas correntes de pensamento. Aponta que nas frentes agrícolas dos estados do sul, em resposta à descristianização na Alemanha, houve experiências de revigoração do naturalismo e do romantismo, no final do século XIX e primeira metade do XX. Expressa como os meios educacionais, culturais, econômicos e o uso da imagem e linguagem reproduziram, longe dos espaços dos novos tempos, o direito divino pelo teocentrismo e o padroado. O eixo de análise da produção bibliográfica apresenta três reflexões básicas: e emigração europeia como resposta às bandeiras do modernismo e do liberalismo; a formação do Projeto Porto Novo/SC, de caráter confessional e etnicamente uniforme; e a restauração da autoridade patriarcal por meio de mecanismos de enquadramento e normatização do papel da mulher e da família dentro do paradigma naturalista da colonização.

Biografia do Autor

Paulino Eidt, Unoesc

Doutorado em Ciências Sociais – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor da Rede Pública de Ensino de Santa Catarina. E-mail: paulinoeidt1@gmail.com

Roque Strieder , Professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Educação da UNOESC

Doutorado em Educação. Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação - Universidade do Oeste de Santa Catarina. E-mail: roque.strieder@unoesc.edu.br

Cristiane Elisabeth Cupchinski Rempel, Professora da Rede Pública de Ensino de Tunápolis

Mestre em Educação. Professora titular da rede municipal de ensino de Tunápolis (SC).  E-mail: cristiane_cupchinski@yahoo.com.br

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Publicado

2021-09-05

Edição

Seção

Dossiê Imigração e Colonização alemãs no Brasil