Adiando o fim do mundo
uma cartografia afetiva em memória de minha avó
DOI:
https://doi.org/10.22562/2025.63.13Palabras clave:
Cartografia Afetiva, Ancestralidade, EscrevivênciaResumen
Este artigo objetivou refletir sobre as práticas religiosas de meus antepassados, realizando uma reflexão de uma herança cultural que foi e é subjugada na sociedade e no seio familiar. Praticamos aqui uma escrevivência, dialogando com autores como Evaristo, (2020), Krenak (2020; 2022), com a perspectiva do futuro ancestral e da cartografia afetiva, e utilizando a etnografia da duração da memória de Ercket; Rocha (2000) procurei reconstruir por meio de relatos, a vida e as práticas religiosas de minha avó paterna, apresentando sua convivência e relação com os seres encantados ao longo de sua vida. Através de assimilações com as religiões afro-brasileiras, encontrei, na Umbanda, elementos e práticas similares aos de meus antepassados, o que gerou uma reflexão sobre o poder do silenciamento e apagamento de tais religiões em nossa sociedade. Reconhecer nossa ancestralidade e nossa herança cultural é, portanto, condição urgente de nos encontrar no mundo e resistir.
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