O papel da borracha natural e sintética no Antropoceno/Plantationoceno

da arqueologia histórica e contemporânea da borracha à emergência climática

Autores

  • Tiago Silva Alves Muniz Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.22562/2025.63.05

Palavras-chave:

ecologia cultural, cultura material, gestão de acervos museológicos

Resumo

O artigo analisa a borracha, natural e sintética, como marcador do Antropoceno/Plantationoceno, mostrando como sua produção articula exploração colonial e desafios atuais da crise climática. A partir da arqueologia histórica e contemporânea, evidencia-se como a borracha integrou a Amazônia a redes globais de extração, indústria e consumo, alterando ecossistemas e sociedades. Diferenciam-se dois modelos de exploração: o caboclo, baseado em saberes locais, e o do auge, marcado por hierarquias, aviamento e plantation. O estudo examina também acervos de borracha em museus do Brasil, França e Reino Unido, revelando objetos como testemunhos de mudanças sociais, ambientais e culturais, e permitindo discutir sustentabilidade, colonialidade e reaproveitamento. A pesquisa destaca a borracha como recurso estratégico e campo interdisciplinar para compreender impactos da industrialização, globalização e monoculturas, reforçando o papel da arqueologia e da museologia na relação entre materialidade, memória e crise socioambiental.

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Biografia do Autor

Tiago Silva Alves Muniz, Universidade Federal de Goiás

Doutor em Antropologia (Arqueologia) pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Pós doutorando em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás (PPGAS/UFG). 

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Publicado

2025-12-17