A Identidade Nacional e seus impactos nas memórias Kaingang

resistências e desnaturalizações no Oeste Catarinense

Autores

  • Teresa Machado da Silva Dill Universidade Comunitária da Região de Chapecó

DOI:

https://doi.org/10.22562/2025.63.12

Palavras-chave:

Identidade nacional, Povo Kaingang, Consciência histórica

Resumo

O artigo problematiza a formação da identidade nacional brasileira, analisa como ela incide sobre as memórias Kaingang, evidencia processos de silenciamento, resistência e ressalta a necessidade de desnaturalizar práticas preconceituosas no Oeste catarinense. A partir de uma abordagem historiográfica e da escuta de vozes indígenas, evidencia-se como a construção da ideia de nação foi marcada por processos de homogeneização cultural que invisibilizaram as diferenças étnicas e relegaram os povos originários a papeis secundários ou folclorizados. Nesse contexto,  analisa-se a persistência de estereótipos, o apagamento cultural e as formas sutis de exclusão no tempo presente, muitas vezes disfarçadas sob discursos de integração e progresso. O texto articula teoria e prática por meio do diálogo com autores de referência e com as evidências do cotidiano, destaca as estratégias de resistência Kaingang na defesa de seus territórios, no fortalecimento da língua e na preservação da cultura ancestral. Conclui-se que o respeito à diversidade e a superação do preconceito requerem compreensão histórica crítica, bem como a desnaturalização de pensamentos e práticas eurocentradas que ainda estruturam a sociedade brasileira.

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Biografia do Autor

Teresa Machado da Silva Dill, Universidade Comunitária da Região de Chapecó

Doutoranda do Programa de Pós Graduação em História da Universidade de Passo Fundo -UPF.  Professora e coordenadora das Licenciaturas Interculturais na Unochapecó.

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Publicado

2025-12-17