A interculturalidade e as intempéries de Chronos e Kairós: sobre tempos indígenas e não indígenas na universidade.

Autores

  • Attico Inácio Chassot
  • Camila Guidini Camargo

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v17i34.2918

Palavras-chave:

Museu, Musealização, Néstor García Canclini, Expografia

Resumo

Diferentes temporalidades se encontram, (entre)laçam, e (re)criam sentidos, bem como conflitos no mesmo espaço. Nas amarras e mazelas tempo-culturais sobre indígenas e não indígenas se estabelece uma relação a qual é abordada a partir de deuses da mitologia grega, Chronos e Kairós, tecendo leituras e análises sobre como essas tonalidades culturais propõem novos desafios para o cenário da universidade. Nesse sentido, o presente artigo aborda as intempéries e as temperanças interculturais com incidências das marcas de indígenas e não indígenas, as quais possibilitam alvitrar a transgressão de fronteiras. Com essa perspectiva, entende-se de forma global, que o tempo escorre e revela-se Chronos, o qual minimiza a práxis coletiva, e concomitante ao ritmo, nas vivências da academia, instiga a tentativa de imposição temporal aos indígenas, os quais fazem parte, em muitos momentos, do tempo Kairós, que se descompassa com a cultura orientada pelo relógio.

Publicado

2015-09-08

Edição

Seção

ARTIGOS