A educação indígena e uma leitura semiótica das práticas culturais

Autores

  • Edivaldo José Bortoleto

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v17i34.2922

Palavras-chave:

Museologia, Museu, Patrimônio, Memória, Cultura

Resumo

O Continente Americano é um Continente Absconditus, ou seja, o nome mais encobre que revela e, a América Latina Caribenha, em especial, é um “cadinho” de onde emergem as mais complexas etnias indígenas, aliás, estas não podem ser compreendidas sem a presença da cultura europeia, sem a cultura africana e sem as demais culturas. Portanto, o Continente Latino Americano é o exemplo máximo de culturas velozes que se intercruzam e se transculturalizam-se. A Literatura, portanto, tem sido a forma de apreensão desta forma mentis deste Continente. José María Arguedas, em sua obra, de 1958, Os Rios Profundos, partindo do exemplo do Peru, aproxima a cultura quéchua e a cultura oficial em um intercruzamento semiótico que implica todas as linguagens dos sentidos – linguagens não verbais – e a linguagem verbal. Assim, por meio da obra do peruano Arguedas, pretende-se formular uma leitura semiótica das práticas culturais e pedagógicas no âmbito da Educação Indígena e construir, mais que um paradigma, um sintagma, no sentido de operar a apreensão e compreensão dinâmica – semioticamente falando – destes rios profundos que nutrem e dão a fundura deste Continente Absconditus e, esteticamente falando, o Continente, por excelência, Barroco.

Publicado

2015-09-08

Edição

Seção

ARTIGOS