O que se faz em uma aula de História? Pensar sobre a colonialidade do tempo

Autores

  • Nilton Mullet Pereira UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v20i45.4512

Palavras-chave:

Cólera, Imprensa, Tratamentos médicos

Resumo

O presente artigo apresenta uma discussão teórica sobre as relações entre a aula de História, o ensino de História e a colonialidade do tempo. Propõe o debate acerca do papel do tempo na aula e no ensino de História, a partir da problematização do pensamento decolonial, especificamente do pensador Anibal Quijano, em diálogo com autores da filosofia da diferença, como Nietzsche, Bergson, Deleuze e Foucault. Tal problematização permitiu a criação do conceito de colonialidade do tempo, para a partir dele, pensar o que se faz no ensino de História e o que se faz em uma aula de História, na perspectiva de propor repensar esses dois espaços, o primeiro tomado como lugar de produção conceitual e criação de formas expressivas para os conceitos históricos e a segunda como o Caos genético, por onde desfilam diferentes saberes e temporalidades. Desse modo, o rompimento com a colonialidade do tempo está relacionado a pensar a hesitação e a abertura como formas de criar experiências com o outro, sem reduzi-lo a uma narrativa que estabelece os limites sobre como medir, representar e experienciar o tempo.

Publicado

2018-12-31

Edição

Seção

Dossiê - O pensamento decolonial e o ensino de História