Território, propriedade e ruralidade no século XIX

um estudo comparativo a partir dos registros paroquiais de terras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22562/2026.64.13

Palavras-chave:

Registros paroquiais de terras, Província de São Paulo, Formação territorial

Resumo

Os registros paroquiais de terras foram elaborados entre 1854 e 1857, em decorrência da Lei de Terras de 1850 e do decreto nº 1318 de 1854, obrigando o registro de todas as propriedades rurais do Império. Este artigo destaca o poder interpretativo dessa fonte primária, aliada a outras, incluindo-se listas nominativas, registros eclesiásticos e documentos notariais, com o objetivo de analisar as formas de organização territorial, as relações de propriedade da terra e as dinâmicas sociais do mundo rural no interior da província de São Paulo. Os estudos de caso lançam luz sobre três territórios que possuíam distintos estágios de urbanização em meados dos Oitocentos: a cidade Campinas, a freguesia de Caconde, no Sertão do Rio Pardo, e a freguesia de Itatiba, no termo da vila de Jundiaí. Busca-se contribuir para o entendimento da relação entre o rural e o urbano no período a partir do papel das propriedades e dos bairros rurais na estruturação do território.

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Biografia do Autor

Rafael Augusto Silva Ferreira, Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé

Doutor em Arquitetura e Urbanismo (2022) e Mestre em Urbanismo (2017) pelo Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da PUC Campinas. Graduado em Arquitetura e Urbanismo (2015) pela PUC Minas. É docente titular do curso de arquitetura e urbanismo do Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé-MG.

Ana Beatris Fernandes Menegaldo, Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio

Pós-doutoranda em Arquitetura e Urbanismo (FAU USP); Doutora em Arquitetura e Urbanismo (2024) e Mestre em Urbanismo (2019) pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da PUC Campinas. Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC Campinas (2013). Docente titular do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio- CEUNSP dos campus Salto e Itu-SP.

Marília Miguel, Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da PUC Campinas (2026). Graduada em Arquitetura e Urbanismo (2019) pela Universidade São Francisco (Itatiba).

Renata Baesso Pereira, Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo FAU USP, Coordenadora do Programa de Pós- Graduação em Arquitetura e Urbanismo e docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Líder do grupo de pesquisa registrado no CNPq: “História das cidades, ocupação territorial e ideários urbanos”.

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Publicado

2026-06-16