Alguns Imaginários para pensar a educação em tempos de crise e em termos de Esperança

Autores

  • César Ferreira Silva Faculdade Pitágoras/Universidade Federal de Alfenas,
  • Carlos Rodrigues Brandão Universidade Estadual de Campinas / Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v21i0.4637

Palavras-chave:

Economia criativa. Reconversão industrial. Europa.

Resumo

Um tanto quanto sonhador foi nosso querido Paulo Freire, mas desses sonhos e aspirações se constitui a realidade para pensarmos e sonharmos com uma educação mais digna por todos e para todos. Paulo Freire em vários de seus escritos nos mostra a importância de se pensar uma educação em termos de liberdade e de esperança, acreditando que através dela uma sociedade mais justa e digna possa emergir. Humberto Maturana um sonhador e também estudioso da educação contribui e dialoga juntamente a Freire nessa produção do conhecimento cientifico, possibilitando acreditar em uma educação humanizada, emancipatória e sublime, aproximações entre esses teóricos são possíveis mesmo com distanciamentos existentes, nesse sentido e justo deixar de lado o que os pode separar e sim trazer luz ao que de mais sublime os dois nos podem oferecer, que podemos encontrar no que deriva, pensar em uma educação pautada na dignidade do ser humano, despertando em povos o desenvolvimento de um pensamento crítico, ético e político. Reflexões e diálogos que caminham entre a América Latina e que refletem em estudos Europeus e que dialogicamente se entrecruzam em meio ao mesmo eixo temático da Educação Humanista são abrilhantados a luz de reflexões sucintas e trazidas por diversos estudiosos e pensadores contemporâneos no presente estudo. Destarte acreditamos também que as possibilidades de reflexões em Freire e Maturana não se encerram por aqui, aliás, podemos afirmar que são somente o começo, para um prelúdio de desejos e aspirações que possam levar à promover o amor e a esperança para nossa educação. Se pararmos de desejar a educação como prática de liberdade e autonomia, paramos de desejar o amor a nós mesmos e se paramos de desejar o amor a nós mesmos não desejaremos o amor a sociedade então poderíamos voltar a barbárie, desta forma é preciso diariamente pensar todos imaginários possíveis em termos de liberdade e de esperança.

Biografia do Autor

César Ferreira Silva, Faculdade Pitágoras/Universidade Federal de Alfenas,

Bacharel em Psicologia e Psicólogo pela Faculdade Pitágoras, Poços de Caldas/MG, Cursando Especialização em Psicopedagogia Clinica e Institucional pela UNIFRAN, Aluno não Regular do Programa de Mestrado em Educação PPGE, Universidade Federal de Alfenas/MG. Possui experiência na área de Psicologia Clínica e Social com ênfase em Desigualdades Sociais, Educação e Adoecimento Psíquico. Eixos de Pesquisa: Sociologia da Educação, Materialismo Cultural em Raymond Williams, Psicologia Social. E-mail cesarfs.dasilva@gmail.com

Carlos Rodrigues Brandão, Universidade Estadual de Campinas / Universidade Federal de Uberlândia

Bacharel em Psicologia e psicólogo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Mestre em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB), doutor em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutor em Antropologia pela Universidade de Perugia, Itália, e pela Universidade de Santiago de Compostela, Espanha. É “fellow” do St. Edmund’s College da Universidade de Cambridge e livre-docente pela Unicamp. Possui experiência na área da antropologia, com ênfase em antropologia camponesa, antropologia da religião, cultura popular, etnia e educação. Lecionou em 12 universidades do Brasil e da Europa. Atualmente é professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Unicamp e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Brandão faz parte também da Ordem Nacional do Mérito Científico, por suas contribuições científicas à causa do desenvolvimento das ciências sociais e humanas no Brasil, tendo sido agraciado como Comendador por decreto da Presidência da República do Brasil. Assessor ad hoc e membro do Conselho Consultivo de Ambiente e Sociedade da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Membro de Conselho Editorial da revista Educação, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Membro do Conselho Editorial da revista Horizontes Antropológicos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Assessor ad hoc FAEP/Unicamp. Pesquisador associado NEPAM/Unicamp e CERES/Unicamp. Assessor ad hoc do CNPq. Membro do Conselho Internacional do Instituto Paulo Freire. Para dados sobre livros e artigos, consultar Livro Livre, em <www.sitiodarosadosventos.com.br>; <www.folhasaovento-poesia. blogspot.com>; <www.apartilhadavida.blogspot.com>.

Publicado

2019-05-12

Edição

Seção

Artigos Demanda Contínua