CIRCULAÇÃO DA PEDAGOGIA PERSONALIZADA E COMUNITÁRIA NO ENSINO SECUNDÁRIO BRASILEIRO (1954-1963)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v22i0.5424

Palavras-chave:

Antigo Ensino Médio, Classes Secundárias Experimentais, Modelo Pedagógico francês

Resumo

O objetivo deste artigo é compreender a circulação da Pedagogia Personalizada e Comunitária (PPC) no ensino secundário brasileiro. A PPC foi um modelo pedagógico francês que circulou no Brasil como uma alternativa para a implantação das classes secundárias experimentais. Para ler esta questão adota-se como referencial teórico o conceito de circulação de Roger Chartier (1992) que considera que os bens culturais, assim como os modelos pedagógicos, são produzidos, disseminados e usados de formas diferentes, de modo que a recepção é realizada com criatividade, por meio de resistências, ressignificações e arranjos. Investiga-se esta circulação de três modos: através das memórias das sessões pedagógicas ministradas por Pierre Faure em 1955 para professores católicos do Rio de Janeiro, relatórios sobre a experiência de Yvon La France com a turma ginasial das classes secundárias experimentais do Colégio Santa Cruz entre 1959 e 1962, e os artigos científicos de Faure publicados na SERVIR – revista da Associação de Educação Católica, entre 1954 e 1963.

Biografia do Autor

Daniele Hungaro da Silva, Universidade do Estado de Santa Catarina

Doutoranda em Educação pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua como professora no quadro efetivo do IFSC.

Norberto Dallabrida, Universidade do Estado de Santa Catarina

Doutor pela Universidade de São Paulo. Atuou como professor visitante na Université Paris Nanterre e atualmente é professor efetivo na Universidade do Estado de Santa Catarina.

Publicado

2020-12-13

Edição

Seção

Dossiê - Políticas Públicas de Ensino Médio: diferentes contextos em análise