Concepções do trabalho: um estudo empírico com trabalhadores pejotizados à luz da psicodinâmica do trabalho
DOI:
https://doi.org/10.22277/rgo.v19i1.8482Keywords:
Pejotização, Work, Psychodynamics of WorkAbstract
Objetivo: Este artigo teve como objetivo compreender a relação entre as concepções do trabalho e as vivências de prazer-sofrimento de trabalhadores pejotizados.
Método/abordagem: Utilizando uma abordagem qualitativa, exploratório-descritiva, realizaram-se entrevistas semiestruturadas com trabalhadores pejotizados de diferentes ramos de atuação. Para análise dos dados utilizou-se a técnica da Análise dos Núcleos de Sentido (ANS).
Principais Resultados: Como principais resultados a pesquisa verificou que as concepções do trabalho dos pejotizados estão relacionadas principalmente a resultados e remuneração. Em suas vivências de prazer-sofrimento, os pejotizados enfrentam como sofrimento a rotina exaustiva e a falta de resultados, encontrando prazer no alcance de metas e na manutenção das atividades pessoais. Entre as vantagens do trabalho pejotizado foram apontados os ganhos financeiros e a jornada flexível, contudo, como desvantagem foi destacada a insegurança da ausência dos benefícios trabalhistas.
Contribuições teóricas/práticas/sociais: A pesquisa traz como contribuição um panorama das contradições que emergem do trabalho pejotizado, oferecendo a possibilidade de que sejam analisados criticamente os modelos flexíveis de trabalho. Como possibilidades futuras, abre caminho para investigação da pejotização em ramos específicos de trabalho.
Originalidade/relevância: O presente artigo justifica-se pela escassez de estudos sobre as concepções contemporâneas do trabalho, no contexto dos novos tipos de vínculo, e pela necessidade de aprofundamento no fenômeno da pejotização, para que se investigue a compreensão dos sujeitos imersos nesse tipo de vínculo e o impacto disso sobre si e a sociedade.
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