Indicadores Environmental, Social and Governance (ESG) e volatilidade do mercado em empresas listadas na [B]3
DOI:
https://doi.org/10.22277/rgo.v18i3.8787Palavras-chave:
Desempenho em ESG., Gestão de riscos., Sustentabilidade.Resumo
Objetivo: O estudo teve por objetivo analisar a influência do desempenho em Environmental, Social and Governance (ESG) e a volatilidade do mercado das empresas listadas na bolsa Brasil, Bolsa, Balcão [B]3.
Método/abordagem: A pesquisa tem caráter descritivo, realizada a partir de análise documental e abordagem quantitativa. A amostra contemplou 612 observações referentes a 75 empresas, no período de 2010 a 2023. Utilizou-se a base Refinitiv Eikon® que considera o desempenho ESG das empresas, por meio dos seus pilares. A análise contemplou a correlação de Pearson e avaliação da colinearidade entre as variáveis e, a regressão linear múltipla por mínimos quadrados generalizados aplicada por meio de dados em painel.
Principais Resultados: Os resultados evidenciam a partir de quatro modelos apresentados a influência dos diferentes pilares ESG na volatilidade do mercado das empresas da amostra. Constatou-se que todos os componentes do ESG, analisados isoladamente ou de forma agregada, mantêm uma relação negativa e estatisticamente significativa com a volatilidade do mercado.
Contribuições teóricas/práticas/sociais: O estudo contribui com discussões acerca das relações entre o desempenho em ESG e o valor de mercado das empresas, o que evidencia que a integração de ESG está fortemente relacionada à redução da volatilidade de mercado. De forma geral, destaca-se que o fortalecimento das práticas ESG contribui para a redução do risco percebido pelos investidores e promove maior estabilidade no valor das empresas.
Originalidade/relevância: É premente a necessidade de compreender como os gestores avaliam e conduzem as decisões em ESG, bem como as suas influências na volatilidade do mercado. Ademais, as práticas corporativas voltadas para a gestão em ESG assumem importante papel na atração de investimentos, no retorno do capital investido e na volatilidade das ações, considerando, ainda, a satisfação dos acionistas e colaboradores.
Palavras-chave: Desempenho em ESG. Gestão de riscos. Sustentabilidade.
Downloads
Referências
Aevoae, G. M., Andrieș, A. M., Ongena, S., & Sprincean, N. (2023). ESG and systemic risk. Applied Economics, 55(27), 3085-3109. https://doi.org/10.1080/00036846.2022.2108752
Albuquerque, R., Koskinen, Y., & Zhang, C. (2019). Corporate social responsibility and firm risk: theory and empirical evidence. Management Science, 65(10), 4451-4469. https://doi.org/10.1287/mnsc.2018.3043
Ali, F. M., Wu, Y., & Zhang, X. (2024). ESG disclosure, CEO power and incentives and corporate risk‐taking. European Financial Management, 30(2), 961-1011. https://doi.org/10.1111/eufm.12447
Araújo, A. O., & Ramos, M. D. C. P. (2015). Limitações dos relatórios de sustentabilidade para análises custo-benefício de ações sociais e ambientais. Contextus – Revista Contemporânea de Economia e Gestão, 13(1), 132-155. https://doi.org/10.19094/contextus.v13i1.585
Arvidsson, S., & Dumay, J. (2022). Corporate ESG reporting quantity, quality and performance: Where to now for environmental policy and practice? Business strategy and the environment, 31(3), 1091-1110. https://doi.org/10.1002/bse.2937
Atif, M., & Ali, S. (2020). Environmental, social and governance disclosure and default risk. Business Strategy and the Environment, 30(8), 3937-3959. https://doi.org/10.1002/bse.2850
Benlemlih, M., Shaukat, A., Qiu, Y., & Trojanowski, G. (2018). Environmental and social disclosures and firm risk. Journal of Business Ethics, 152, 613-626. https://doi.org/10.1007/s10551-016-3285-5
Carreño, R. M., & Pacheco, F. A. D. (2023). Modelo de consciência ambiental baseado na contextualização no ensino secundário superior. Revista Ibero-Americana de Pesquisa e Desenvolvimento Educacional, 3(26), 1-15. https://doi.org/10.23913/ride.v13i26.1517
Chakraborty, A., Gao, L. S., & Sheikh, S. (2019). Managerial risk-taking incentives, corporate social responsibility and firm risk. Journal of Economics and Business, 101, 58-72. https://doi.org/10.1016/j.jeconbus.2018.07.004
Conselho Federal de Contabilidade (2024). Normas Brasileiras de Contabilidade - NBC TDS S1 e S2. https://cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-contabilidade/nbc-tds-de-sustentabilidade/
Du, Q., Sun, Z., Goodell, J. W., Du, A. M., & Yang, T. (2024). Ecological risk and corporate sustainability: Examining ESG performance, risk management, and productivity. International Review of Financial Analysis, 96, 103551. https://doi.org/10.1016/j.irfa.2024.103551
Fávero, L. P. (2015). Análise de dados. Rio de Janeiro: Elsevier.
Gangwani, M., & Kashiramka, S. (2024). Does ESG performance impact value and risk‐taking by commercial banks? Evidence from emerging market economies. Business Strategy and the Environment, 33(7), 7562-7589. https://doi.org/10.1002/bse.3882
Galletta, S., & Mazzù, S. (2023). ESG controversies and bank risk taking. Business Strategy and the Environment, 32(1), 274-288. https://doi.org/10.1002/bse.3129
He, F., Ding, C., Yue, W., & Liu, G. (2023). ESG performance and corporate risk-taking: Evidence from China. International Review of Financial Analysis, 87, 102550. https://doi.org/10.1016/j.irfa.2023.102550
International Financial Reporting Standards Foundation (2023). IFRS S1 – General requirements for disclosure of sustainability-related financial information e IFRS S2 – Climate-related disclosures. www.ifrs.org/
Jubert, R. W., Monte, P. A., Paixão, M. C. S., & Lima, W. H. (2008). Um estudo do padrão de volatilidade dos principais índices financeiros do Bovespa: uma aplicação de modelos ARCH. Contabilidade Gestão e Governança, 11(1-2), 221-239. https://revistacgg.org/index.php/contabil/article/view/24
Lins, K. V., Servaes, H., & Tamayo, A. (2017). Social capital, trust, and firm performance: The value of corporate social responsibility during the financial crisis. The Journal of Finance, 72(4), 1785-1824. https://doi.org/10.1111/jofi.12505
Loviscek, V. Triple Bottom Line toward a Holistic Framework for Sustainability: A Systematic Review. Revista de Administração Contemporânea, 25(3), 1-11, 2021. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac2021200017.en
Mwanzu, A., Bosire-Ogechi, E., & Odero, D. (2023). The emergence of green libraries in Kenya: insights from academic libraries. The Journal of Academic Librarianship, 49(5), 102601. https://doi.org/10.1016/j.acalib.2022.102601
Ojo, A. O., & Fauzi, M. A. (2020). Environmental awareness and leadership commitment as determinants of IT professionals engagement in Green IT practices for environmental performance. Sustainable Production and Consumption, 24, 298-307. https://doi.org/10.1016/j.spc.2020.07.017
Olsson, G., & Kruger, S. D. (2021). Governança corporativa e externalidades: um olhar sobre o desenvolvimento pluridimensional na Agenda 2030. Revista Eletrônica do Curso de Direito da UFSM, 16(2), e39752. https://doi.org/10.5902/1981369439752
Peng, X., & Liu, Y. (2016). Behind eco-innovation: Managerial environmental awareness and external resource acquisition. Journal of Cleaner Production, 139, 347-360. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2016.08.051
Reber, B., Gold, A., & Gold, S. (2022). ESG disclosure and idiosyncratic risk in initial public offerings. Journal of Business Ethics, 179(3), 867-886. https://doi.org/10.1007/s10551-021-04847-8
Refinitiv Eikon DataStream (2024). Environmental, Social and Governance scores from LSEG. https://www.lseg.com/content/dam/data-analytics/en_us/documents/methodology/lseg-esg-scores-methodology.pdf
Sallaberry, J. D., Kruger, S. D., & Santos, E. A (2024). A percepção do custo-benefício ambiental é influenciada pelas práticas de sustentabilidade da A3P? Revista Brasileira de Contabilidade, 53(269), 75-91. https://cfc.org.br/wp-content/uploads/2024/09/RBC269_set_out_ESP_web.pdf
Sassen, R., Hinze, A. K., & Hardeck, I. (2016). Impact of ESG factors on firm risk in Europe. Journal of Business Economics, 86, 867-904. https://doi.org/10.1007/s11573-016-0819-3
Shakil, M. H. (2021). Environmental, Social and Governance performance and financial risk: Moderating role of ESG controversies and board gender diversity. Resources Policy, 72, 102144. https://doi.org/10.1016/j.resourpol.2021.102144
United Nations. (1987). Our common future: Report of the World Commission on environment and development. New York: United Nations.
Wooldridge, J. M. (2023). Introdução à econometria: uma abordagem moderna. São Paulo: Cengage Learning Brasil.
Yarram, S. R., & Adapa, S. (2022). Women on boards, CSR and risk-taking: An investigation of the interaction effects of gender diversity and CSR on business risk. Journal of Cleaner Production, 378, 134493. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2022.134493
Xue, Q., Jin, Y., & Zhang, C. (2024). ESG rating results and corporate total factor productivity. International Review of Financial Analysis, 95, 103381. https://doi.org/10.1016/j.irfa.2024.103381
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Estou ciente de que, em sendo aprovado, a publicação do artigo será no formato on-line na RGO.
Também tenho ciência de que há autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Do ponto de vista do Creative Commons, a Revista Gestão Organizacional é de acesso aberto e irrestrito, porém não permitindo adaptações nos artigos, nem o uso comercial.
Sobre a licença Creative Commons: As licenças e instrumentos de direito de autor e de direitos conexos da Creative Commons forjam um equilíbrio no seio do ambiente tradicional “todos os direitos reservados” criado pelas legislações de direito de autor e de direitos conexos. Os nossos instrumentos fornecem a todos, desde criadores individuais até grandes empresas, uma forma padronizada de atribuir autorizações de direito de autor e de direitos conexos aos seus trabalhos criativos. Em conjunto, estes instrumentos e os seus utilizadores formam um corpo vasto e em crescimento de bens comuns digitais, um repositório de conteúdos que podem ser copiados, distribuídos, editados, remixados e utilizados para criar outros trabalhos, sempre dentro dos limites da legislação de direito de autor e de direitos conexos.
A Revista Gestão Organizacional adota o sistema: Atribuição-SemDerivações-SemDerivados CC BY-NC-ND: Permite o download dos seus trabalhos e o compartilhemento desde que atribuam crédito, mas sem que possam alterá-los de nenhuma forma ou utilizá-los para fins comerciais.



















