QUANDO AS COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS (CSE) ADENTRAM OS ESPAÇOS ESCOLARES
governamentalizando a formação escolar
DOI:
https://doi.org/10.22196/rp.v28.8763Palavras-chave:
Competências socioemocionais, Neoliberalismo, GovernamentalidadeResumo
O presente estudo tem como objetivo realizar um estudo crítico a respeito das Competências Socioemocionais (CSE) no campo da formação escolar. De acordo com seus formuladores, as CSE são entendidas como habilidades que possibilitam aos indivíduos compreender, engajar e administrar suas emoções, relacionar-se positivamente com os outros, deliberar sobre decisões responsáveis e enfrentar todos os tipos de desafios. Desse modo, problematiza-se: de que forma as CSE configuram-se como governamento das subjetividades escolares? Parte-se do pressuposto de que as CSE, para além de promover a “inovação” e o “engajamento” das formas de aprendizagem dos estudantes, visam promover a domesticação dos corpos, a docilização e a tecnificação da vida cotidiana materializadas nos currículos e nos processos formativos escolares. Para a presente investigação, optou-se pela realização de um estudo bibliográfico-investigativo produzido nos últimos 5 anos publicados na BDTD. Como resultado, é possível afirmar que as CSE constituem tecnologias de governamentalidade que operam na formação de sujeitos adequados à racionalidade neoliberal.Como forma de confrontar as formas de governamentalização das experiências formativas, os referenciais teórico-metodológicos fundamentam-se nos postulados críticos de Foucault (2008; 2015) e Dardot e Laval (2016).
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